
Nessa estrada sem rumo ou endereço
Transportando pedaços do passado
Meus vagões continuam enfileirados
Estações no trajeto eu desconheço
Fico tão distraído e até me esqueço
De encarar a cruel realidade
Conduzindo essa maquina, na verdade
Sem saber pra onde vou, nem até quando
Pelos trilhos da vida deslisando
Sou um trem carregado de saudade
Vou levando sem nota em meus vagões
Uma carga de magoas e desgosto
O governo não cobra esse imposto
No transporte de tais desilusões
Ainda levo também decepções
Que atingem minha dignidade
Mais parece tormenta ou tempestade
A procela de horrores enfrentando
Pelos trilhos da vida deslisando
Sou um trem carregado de saudade
Se as léguas estão a perder de vista
Numa reta sem ter curva de nível
A tristeza feroz meu combustível
Solidão transformou-se em maquinista
Na esperança que o tempo não insista
Em comigo manter tal crueldade
Só pensando na minha liberdade
Que hoje falta, depois esteja sobrando
Pelos trilhos da vida deslisando
Sou um trem carregado de saudade
Sempre viva mantenho a esperança
Que um dia qualquer tudo isso mude
Peço a Deus que me dê essa virtude
Porque Nele eu tenho confiança
Quem tem fé no Divino só avança
Mesmo a vida não tendo qualidade
Quando apela a Suprema Divindade
Os resquícios do mau, vão se afastando
Pelos trilhos da vida deslisando
Sou um trem carregado de saudade
Carlos Aires, 12/09/2008
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PELOS TRILHOS DA VIDA DESLIZANDO / SOU UM TREM CARREGADO DE SAUDADE...
Postado por CARLOS AIRES às 06:55
Marcadores: POESIAS REGIONAIS (CORDEL)

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